André Nobre

ASP.NET MVC, Architecture, Debugging, Commerce Server, WinDBG...

Uma nova onda de terceirização

Apesar de sempre ter trabalho de forma terceirizada (alocado ou não), nunca concordei com este tipo de trabalho. E não falo especificamente sobre os profissionais, mas sim sobre suas vantagens.

A terceirização em todo mundo passou por duas fases. A primeira fase tinha como objetivo a redução de custos através da transferência de responsabilidade pela infra-estrutura. Já a segunda fase teve como objetivo aumentar a produtividade, transferindo a responsabilidade da infra-estrutura e do desenvolvimento de novas aplicações. E é exatamente nesta segunda fase (a que ainda estamos) que se encontram os maiores problemas.

Na minha opinião, se alguém é responsável pela produção, e não por seus resultados, este alguém não irá se preocupar em inovar o mercado, garantir a melhor qualidade, vestir a camisa, se preocupar com repercussões, etc. Claro, a responsabilidade existe, ainda mais pela alta rotatividade no meio em que trabalhamos. Mas vamos concordar... nesta fase de terceirização, existe a responsabilidade de produzir o que foi dito, não de garantir os resultados esperados pela empresa.

E também é exatamente aqui que nasce uma nova: BPO, ou seja, Business Process Outsourcing.

A idéia principal do BPO é transferir para o parceiro processos de negócios completos. Neste momento, o fornecedor também assume a responsabilidade e os riscos de um processo de negócio.

“Não é só a redução de custo. O que interessa mais é inovar os processos para se tornar mais competitivo, diz Carlos Kazuo Tomomitsu, diretor sênior da área de Business Solutions da Sonda Procwork.

“Enquanto num outsourcing de contact center o pagamento é feito com base no número de chamadas atendidas, no BPO esse contrato pode prever a satisfação do cliente ou o número de reclamações respondidas num primeiro chamado”, diz Mauro Peres, country manager da IDC Brasil.

O objetivo final de um novo contrato de BPO é entregar o processo a um parceiro que o faça de maneira mais eficiente.

“BPO não é entrega de commodity. O parceiro precisa não só assumir, como fazer melhor e trazer ganho para o cliente”, diz Fabio Fischer, CEO da TCI, empresa brasileira especializada em BPO.

Uma diferença importanto do BPO para outros tipos de outsourcing é a confiança. O cliente precisa confiar suas informações e seus processos ao parceiro. Afinal, BPO não é body shop!

É muito importante também não terceirizar serviços extremamente críticos e estratégicos. A abordagem de BPO com certeza não trará inúmeros benefícios a estes tipos de processos.

Referência: Artigo "Pronto para o BPO?", de Silvia Balieiro, da Info CORPORATE.

Abraços.

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